
PRESENTE DE NATAL por fatima varella
Posted 08-05-2008 at 09:27 PM by Fatima Varella
Após viagem solitária de 3 dias,hospedando-me em Ilha Bela em uma pousada agraciada por cachoeiras e sons de água por toda a área de seu interior,em reflexões de aniversário,permíta-me compartilhar esta inesquecível experiência.
Crônicas e Reflexos por Fatima Varella
1.Derivados
Derivado da rocha o texto que lês agora,te mostra que o musgo também sabe o seu lugar.O musgo quer dizer que sabe amar o próximo e sabe agradecer,e que ele existe para te ensinar os meios de ser o musgo que pinta de verde escuro as rochas úmidas, aparentemente solitárias.Faz uma reverência,entra devagar e em silêncio,para dentro da cachoeira.Tua voz alí é quase nada,ou quase tudo se precisar.Estás aqui para escutar o musgo,tão somente,por isso cala um pouco.Teu coração sem suportar sequer um leve traço de mentira,sensível, recolhe-se neste lugar somente e tão somente para ouvir verdades.Podes escolher,se de olhos fechados ou abertos,logo perceberás que a paisagem que está dentro,é a mesma que está fora.
Apoia teu pé levemente sobre a rocha e deixa a água da cascata cair sobre a tua coluna ereta.
Entrega-te ao vai e vem das águas em seus fortes golpes intercalados naturalmente.Neste equilíbrio de forças,confia,não cairás.Sente o apoio dos pés,que seja pelo dedão ou por toda a sola,tanto faz,quanto mais leve o toque sobre a rocha submersa,maior será teu campo de equilíbrio.Ama a rocha naquele instante sem apegar-se a ela.Somente ama e fica alí mais um pouco a escutar o som das águas.
2.A tempestade
Começa a tempestade,que já avisava sua presença pelo silêncio absoluto, minutos antes dos trovões,enquanto o vento,balançava as folhas e as aves voavam apressadas procurando um abrigo.Continua alí na cascata para ver a luz.Está tudo pronto.A folha amarelada toca a superfície da água e assim dissolve sua cor,desenhando um traço até sumir na queda d'água.Com ela dissolve também o teu olhar,numa lágrima discreta.Os pingos grossos da chuva começam a cair ao teu redor dançando e afundando alguns centímetros,até o teu olhar entrar naquele buraco instantâneo,lentamente,lentamente,escuta o grande tuuuufffff,tuuuuffff,lento,slow,respira,suspira.
3.A mata
O verde da mata é um brilho só.Um brilho cheiroso.Cada folha exala seu alívio aromatizado,limpo.
4.A espuma
Olha a espuma branca ao teu redor.Estás dentro de uma gigante taça frizante.Teu brinde de Natal.Tu és o espumante.
5.Descansando
Agora senta um pouco entre todas as rochas a conversar na sala de visitas.Fala um pouco desse amor e dessa gratidão que te trouxe até aqui.Fala e escuta a tua voz falar.
6.Despedida
Vai então agora, pois já és cascata, espuma, tempestade, mata, rocha e musgo a caminhar entre os homens e espalhar o teu presente eterno.
Presente de Natal...por fatima varella...dezembro de 2007
Crônicas e Reflexos por Fatima Varella
1.Derivados
Derivado da rocha o texto que lês agora,te mostra que o musgo também sabe o seu lugar.O musgo quer dizer que sabe amar o próximo e sabe agradecer,e que ele existe para te ensinar os meios de ser o musgo que pinta de verde escuro as rochas úmidas, aparentemente solitárias.Faz uma reverência,entra devagar e em silêncio,para dentro da cachoeira.Tua voz alí é quase nada,ou quase tudo se precisar.Estás aqui para escutar o musgo,tão somente,por isso cala um pouco.Teu coração sem suportar sequer um leve traço de mentira,sensível, recolhe-se neste lugar somente e tão somente para ouvir verdades.Podes escolher,se de olhos fechados ou abertos,logo perceberás que a paisagem que está dentro,é a mesma que está fora.
Apoia teu pé levemente sobre a rocha e deixa a água da cascata cair sobre a tua coluna ereta.
Entrega-te ao vai e vem das águas em seus fortes golpes intercalados naturalmente.Neste equilíbrio de forças,confia,não cairás.Sente o apoio dos pés,que seja pelo dedão ou por toda a sola,tanto faz,quanto mais leve o toque sobre a rocha submersa,maior será teu campo de equilíbrio.Ama a rocha naquele instante sem apegar-se a ela.Somente ama e fica alí mais um pouco a escutar o som das águas.
2.A tempestade
Começa a tempestade,que já avisava sua presença pelo silêncio absoluto, minutos antes dos trovões,enquanto o vento,balançava as folhas e as aves voavam apressadas procurando um abrigo.Continua alí na cascata para ver a luz.Está tudo pronto.A folha amarelada toca a superfície da água e assim dissolve sua cor,desenhando um traço até sumir na queda d'água.Com ela dissolve também o teu olhar,numa lágrima discreta.Os pingos grossos da chuva começam a cair ao teu redor dançando e afundando alguns centímetros,até o teu olhar entrar naquele buraco instantâneo,lentamente,lentamente,escuta o grande tuuuufffff,tuuuuffff,lento,slow,respira,suspira.
3.A mata
O verde da mata é um brilho só.Um brilho cheiroso.Cada folha exala seu alívio aromatizado,limpo.
4.A espuma
Olha a espuma branca ao teu redor.Estás dentro de uma gigante taça frizante.Teu brinde de Natal.Tu és o espumante.
5.Descansando
Agora senta um pouco entre todas as rochas a conversar na sala de visitas.Fala um pouco desse amor e dessa gratidão que te trouxe até aqui.Fala e escuta a tua voz falar.
6.Despedida
Vai então agora, pois já és cascata, espuma, tempestade, mata, rocha e musgo a caminhar entre os homens e espalhar o teu presente eterno.
Presente de Natal...por fatima varella...dezembro de 2007
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